Quem compra ou reforma um imóvel no litoral catarinense costuma fazer a mesma pergunta antes de qualquer reunião: quanto custa projeto de interiores em Balneário Camboriú? Não existe um preço único. O valor depende da área, da quantidade de ambientes detalhados, do nível de personalização e do que está incluído no contrato. A seguir, os critérios que formam esse preço, o que o proprietário deve receber e como comparar propostas de forma justa.
Afinal, quanto custa projeto de interiores em Balneário Camboriú?
Não há tabela oficial com preço fixo para projetos de interiores. A Lei 12.378/2010, que regulamenta a profissão, inclui a arquitetura de interiores entre as atribuições do arquiteto e urbanista, mas a remuneração é definida em contrato. O Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) mantém uma Tabela de Honorários como referência ética. Segundo o CAU/SP, essa tabela não tem a função de se sobrepor à negociação entre arquiteto e cliente. O primeiro módulo aprovado trata de edificações, e a arquitetura de interiores ficou prevista para módulos posteriores.
Na prática, cada escritório calcula o próprio valor a partir de horas técnicas, complexidade e escopo. Por isso dois orçamentos para o mesmo apartamento podem ter valores muito diferentes sem que nenhum deles esteja errado. A diferença quase sempre está no que cada proposta entrega.
Também vale considerar o patrimônio envolvido. Segundo o índice FipeZap, divulgado pelo guia MySide em 01/10/2026, o preço médio de venda do metro quadrado residencial em Balneário Camboriú é de R$ 15.369. Esse número se refere ao valor de mercado do imóvel e não tem relação com o preço do projeto de interiores. Em um apartamento de 150 m², ele indica um imóvel avaliado em mais de R$ 2,3 milhões. Diante de um patrimônio desse porte, o projeto de interiores é um instrumento de controle: ele define o que será comprado e executado antes que o dinheiro da obra comece a sair.
Como os escritórios cobram: por m², valor fechado ou percentual da obra
Existem três modelos principais de cobrança, e cada um tem uma lógica diferente.
- Por metro quadrado: o preço é multiplicado pela área do imóvel ou pela área efetivamente projetada. É o modelo mais fácil de comparar, mas pode distorcer o resultado quando o apartamento tem áreas grandes e pouco detalhadas, como varandas amplas sem marcenaria.
- Valor fechado: o escritório lista os ambientes e os produtos que serão entregues e apresenta um valor global. É o modelo mais transparente quando a lista de entregáveis está bem descrita.
- Percentual sobre o custo da obra: é o critério que o CAU/SP aponta como recomendado internacionalmente para projetos de edificações. Em interiores, aparece com mais frequência quando o escritório também conduz a execução.
Alguns escritórios combinam modelos. Um exemplo comum é cobrar o projeto por metro quadrado e o acompanhamento de obra por visita ou por mês. Em qualquer caso, a proposta precisa deixar claro qual regra está sendo usada e o que está coberto por ela.
O que entra no projeto de interiores
Um projeto de interiores completo define como o imóvel será usado e entrega à obra um desenho técnico preciso, ambiente por ambiente. Em geral, as etapas incluem:
- levantamento do imóvel e conversa sobre a rotina dos moradores;
- estudo de layout, com a distribuição de mobiliário e circulação;
- imagens 3D para aprovação da proposta;
- projeto executivo de marcenaria, com medidas, ferragens e acabamentos;
- projeto de iluminação, com posição dos pontos, temperatura de cor e circuitos;
- paginação de pisos e revestimentos, detalhamento de forro e de pontos elétricos e hidráulicos;
- especificação de materiais, metais, louças e acabamentos.
Cada item dessa lista pesa no preço. Um orçamento que parece barato muitas vezes exclui o executivo de marcenaria ou o projeto luminotécnico, e esses documentos acabam sendo feitos depois pelo fornecedor, sem a mesma coordenação. Para entender como esse planejamento conversa com o calendário de execução, vale ler o artigo sobre reforma de apartamento em Balneário Camboriú antes da temporada.
Projeto, obra e acompanhamento são três custos diferentes
É comum o proprietário somar tudo em um único número, mas são três contratações distintas. O projeto é o conjunto de desenhos e especificações. A obra envolve mão de obra, materiais, marcenaria e equipamentos. O acompanhamento é a presença técnica do arquiteto durante a execução, conferindo se o que está sendo feito corresponde ao projeto.
Separar esses valores ajuda a comparar propostas. Também permite decidir com clareza se o proprietário prefere apenas o projeto ou um serviço completo, com gestão de obra e entrega pronta para morar.
O que faz o valor subir ou cair
Alguns fatores influenciam o preço de forma direta:
- quantidade de ambientes com marcenaria detalhada, como cozinha, closets e home office;
- nível de personalização dos móveis e dos acabamentos;
- sistemas integrados ao projeto, como automação, som ambiente, aspiração central e tratamento anti-mofo;
- estado do imóvel: apartamento novo, na planta ou reforma de um imóvel usado;
- exigências do condomínio, comuns em edifícios altos da orla, como horários restritos e regras para fachada e varanda;
- número de revisões incluídas no contrato.
Em apartamentos frente mar, a especificação também precisa considerar a maresia e a umidade, o que exige mais pesquisa de materiais. A escolha de cores e acabamentos entra nessa conta; o artigo 6 tons para substituir o branco comum mostra como a paleta influencia a percepção de luz em cada ambiente.
Como pedir um orçamento comparável entre escritórios
Para comparar propostas de forma justa, o proprietário pode enviar as mesmas informações a todos os escritórios e pedir que cada um responda aos mesmos pontos:
- lista de ambientes incluídos e de entregáveis de cada etapa;
- se o projeto luminotécnico e o executivo de marcenaria estão incluídos;
- quantas revisões estão previstas;
- se há visitas de obra no valor e, se não houver, como são cobradas;
- prazo de cada etapa;
- emissão do Registro de Responsabilidade Técnica (RRT).
O RRT merece atenção. A Lei 12.378/2010 determina que toda realização de trabalho de competência do arquiteto seja objeto de RRT. O registro identifica o responsável técnico pelo projeto e protege o proprietário em caso de divergência. Na página de projeto de interiores da Axel é possível conhecer como o escritório organiza essas etapas.
Perguntas frequentes
O valor do projeto inclui o acompanhamento da obra?
Depende do contrato. Em muitos escritórios, o acompanhamento é cobrado à parte, por visita ou por mês. A proposta deve informar isso de forma explícita.
Projeto de interiores para apartamento novo custa menos que para reforma?
Em geral, a reforma exige mais levantamento e mais detalhamento, porque envolve demolições, ajustes de instalações e compatibilização com o que já existe. Por isso tende a demandar mais horas técnicas.
Posso contratar só uma parte do projeto, como a marcenaria?
Sim, muitos escritórios aceitam escopos parciais. O cuidado é garantir que a parte contratada converse com iluminação, elétrica e revestimentos, para evitar retrabalho na obra.
Está avaliando o projeto de interiores do seu apartamento?
A Axel apresenta o escopo de cada etapa com clareza, para que a decisão seja tomada com todas as informações em mãos.
Fonte: Presidência da República, Lei nº 12.378, de 31 de dezembro de 2010 (31/12/2010).
Fonte: CAU/SP, Tabela de Honorários para Projetos de Edificações a Arquitetos e Urbanistas (22/03/2022).
Fonte: MySide, valor do metro quadrado em Balneário Camboriú segundo o FipeZap (01/10/2026).

