Hoje, 5 de outubro de 2026, é o Dia Mundial da Arquitetura. A data é celebrada pela União Internacional dos Arquitetos (UIA) desde 1985, sempre na primeira segunda-feira de outubro, junto com o Dia Mundial do Habitat da ONU. O tema escolhido para este ano é direto: “Housing is a Human Right. Build It.”, ou seja, a moradia é um direito humano e precisa ser construída. Para quem é proprietário ou investe em imóveis no Sul do país, o tema traz uma pergunta prática: o que faz de uma casa ou de um apartamento um bom lugar para viver?
Dia Mundial da Arquitetura 2026: a moradia no centro do debate
A UIA reúne entidades de arquitetos de 124 países e territórios. Em 2026, a entidade escolheu tratar a crise habitacional como um dos maiores desafios globais e lembrou o papel dos arquitetos na política habitacional, na acessibilidade e na busca por soluções sustentáveis e adequadas a cada contexto. Em seu texto sobre a data, a UIA define a moradia como a base da dignidade, da saúde e do pertencimento.
O tema conversa com o da ONU para o Dia Mundial do Habitat, “Adequate Housing for All” (moradia adequada para todos). As duas datas apontam para o mesmo conceito, o de moradia adequada, e esse conceito tem critérios definidos.
O que a ONU entende por moradia adequada
O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos lista sete elementos para que uma moradia seja considerada adequada:
- segurança da posse, com proteção legal contra despejos forçados;
- disponibilidade de serviços, como água potável, saneamento, energia e descarte de resíduos;
- custo compatível, que não comprometa outros direitos;
- habitabilidade, com segurança física, espaço suficiente e proteção contra frio, calor, chuva e umidade;
- acessibilidade para pessoas com necessidades específicas;
- localização próxima a trabalho, escolas e serviços de saúde, fora de áreas de risco;
- adequação cultural, com respeito à identidade de quem mora.
Parte desses critérios depende de políticas públicas. A habitabilidade e a acessibilidade, porém, dependem diretamente de decisões de projeto, e é nelas que a arquitetura atua em cada imóvel, do apartamento compacto à residência unifamiliar.
Habitabilidade na prática: o que o projeto resolve em Santa Catarina e no Paraná
O clima do litoral catarinense e o de Curitiba são diferentes, mas os dois exigem atenção a umidade, temperatura e ventilação. Por isso a habitabilidade se traduz em escolhas técnicas bem concretas.
Umidade e mofo
A proteção contra a umidade aparece de forma explícita nos critérios da ONU. Em cidades úmidas, o mofo surge quando o ar não circula, quando há pontes térmicas em paredes frias ou quando armários são encostados em superfícies sem ventilação. O projeto previne o problema com ventilação cruzada, escolha correta de revestimentos e impermeabilizantes e marcenaria com respiro. É a lógica dos tratamentos anti-mofo, que funcionam melhor quando entram na fase de projeto do que como correção depois da obra.
O cuidado é ainda maior em imóveis de veraneio ou destinados à locação por temporada, que ficam fechados por semanas fora da alta estação. Sem renovação de ar, a umidade se acumula em armários, tecidos e cantos de parede. Grelhas de ventilação permanente, desumidificação e automação que permita acompanhar o imóvel à distância reduzem esse risco e preservam acabamentos e mobiliário.
Luz natural e iluminação artificial
A posição das janelas, a profundidade dos ambientes e a cor das superfícies definem quanto da luz do dia chega ao interior. Quando o sol se põe, o projeto de iluminação assume esse papel. Temperatura de cor adequada a cada uso, circuitos independentes e luz indireta reduzem o cansaço visual e ajudam a marcar o ritmo do dia dentro de casa.

Conforto acústico e térmico
Prédios altos e vias movimentadas trazem ruído constante. Esquadrias com boa vedação, forros com tratamento acústico e a distribuição dos cômodos (dormitórios afastados das fontes de barulho) melhoram o descanso. No conforto térmico, sombreamento, orientação solar e isolamento evitam que o imóvel dependa apenas do ar-condicionado.
Acessibilidade ao longo da vida
Uma moradia adequada acompanha as fases de quem vive nela. Portas com largura generosa, banheiros com espaço de giro, pisos sem desníveis e boa iluminação nas circulações custam pouco quando previstos no projeto e evitam reformas futuras. Esse cuidado vale tanto para quem pretende permanecer no imóvel por muitos anos quanto para quem pensa no valor de revenda.
Do projeto à obra: como os critérios viram decisões
Critérios como habitabilidade e acessibilidade só se tornam reais quando estão desenhados, especificados e conferidos na execução. Um bom projeto define materiais, detalha marcenaria e iluminação e compatibiliza instalações antes de a obra começar. O acompanhamento técnico garante que essas decisões sejam respeitadas no canteiro.
Para quem está planejando uma reforma, o artigo sobre reforma de apartamento em Balneário Camboriú antes da temporada mostra como o clima e o cronograma interferem na execução. E quem quer entender como se forma o valor de um projeto pode consultar o guia sobre quanto custa projeto de interiores em Balneário Camboriú.
No Dia Mundial da Arquitetura, a Axel reafirma o que orienta o trabalho do escritório em Balneário Camboriú, em Curitiba e nos projetos atendidos online em todo o Brasil: cada decisão técnica precisa melhorar a vida de quem vai morar no espaço.
Perguntas frequentes
Quando é o Dia Mundial da Arquitetura?
Na primeira segunda-feira de outubro. Em 2026, a data cai em 5 de outubro, junto com o Dia Mundial do Habitat da ONU.
Qual é o tema do Dia Mundial da Arquitetura 2026?
“Housing is a Human Right. Build It.”, escolhido pela UIA para destacar a moradia como direito humano e o papel dos arquitetos na resposta à crise habitacional.
O Dia Mundial da Arquitetura é o mesmo que o Dia do Arquiteto no Brasil?
Não. No Brasil, o Dia do Arquiteto e Urbanista é comemorado em 15 de dezembro. O Dia Mundial da Arquitetura é uma data internacional promovida pela UIA.
O seu imóvel oferece o conforto que deveria?
A Axel analisa luz, umidade, acústica e circulação para propor soluções técnicas adequadas a cada residência.
Fonte: União Internacional dos Arquitetos (UIA), World Architecture Day 2026: “Housing is a Human Right. Build It.” (31/07/2026).
Fonte: União Internacional dos Arquitetos (UIA), Celebrating World Architecture Day 2026: Housing for All (04/10/2026).
Fonte: ONU, Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos (OHCHR), The human right to adequate housing (consultado em 05/10/2026).

